Arquivos para a Categoria ‘Marcos geodésicos’

O marco geodésico de Vicente Longo 1

19 Abril 2014

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Quero hoje sugerir uma subida ao marco geodésico de Vicente Longo “1”.
O marco geodésico de Vicente Longo “1”, que integra a atual rede geodésica nacional, situa-se a 81 metros de altitude, em Vicente Longo, a cerca de 3 km do Azinhal.
Para lá chegarmos, devemos percorrer o IC 27, sair na direção do Azinhal e, depois de atravessar a aldeia para norte, continuar pela Estrada Nacional 122, que só deixaremos para virar à direita pela Estrada Municipal para as Choças e Almada de Ouro (estrada que entronca com a Estrada Nacional 122 junto à ponte do Ribeiro do Tio Filipe).
Praticamente sobranceiro ao rio Guadiana, o marco geodésico de Vicente Longo “1”, situando-se num monte junto à estrada, não é visível a partir dela, mas sim a partir do marco geodésico de Vicente Longo “2”, atualmente fora da rede geodésica nacional. Pode estacionar o carro no sopé daquele monte, caminhar por um caminho do lado oposto da estrada e seguir não em cortamato mas sempre por esse caminho de cerca de 2,5 metros de largura.
Do topo do marco geodésico de Vicente Longo “1” observa-se uma linda panorâmica a 360 graus, em que se destacam a aldeia de Almada de Ouro, os terrenos previstos para a implantação do aldeamento turístico das Choças, o rio Guadiana, a Ponte Internacional do Guadiana, o oceano Atlântico, o parque eólico de Monte Gordo (em Espanha) e ainda algumas povoações como o Azinhal e as Murteiras, por exemplo.
A serrania envolvente é dali vista com esplendor, com a vegetação silvestre e muitos xistos, grauvaques e quartzos.
No regresso, volte a passar pelo Azinhal e estacione aí o carro para no Largo do Mercado ou no Largo Santa Bárbara retemperar forças…

O marco geodésico do Espigão

5 Março 2014

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Quero hoje sugerir uma subida ao marco geodésico do Espigão.
Podemos lá chegar a partir da aldeia da Junqueira, a norte de Castro Marim, mas aconselho outro percurso: entre na urbanização turística da Quinta do Vale (onde predomina um campo de golfe) e siga pelo limite esquerdo.
Irá encontrar um aglomerado de moradias em construção, com rua sem saída.
Estacione aí e procure na encosta parcialmente destruída um caminho pouco íngreme que lhe dará acesso ao marco geodésico junto da vedação. Os proprietários da urbanização até cobriram o acesso com brita que nos facilita a subida.
Chegado ao marco geodésico do Espigão, a 44 metros de altitude, você está sobranceiro ao rio Guadiana e aos seus sapais.
A paisagem é bonita, cheia de verdes e azuis que deleitam qualquer fotógrafo. Diga como dizia o outro: «Já vejo terras de Espanha…»
Depois da descida, aproveite para visitar propriamente a Quinta do Vale e apreciar como ali está a ser transformada a paisagem da serra algarvia…

O marco geodésico do Mocho

23 Dezembro 2013

Foto João Xavier - Marco geodésico do Mocho - 310m

Quero hoje sugerir-lhe uma subida ao marco geodésico do Mocho, no pobre nordeste algarvio.
É fácil lá chegarmos: situa-se em Martim Longo, perto da Escola Básica Integrada.
A partir das imediações daquele estabelecimento escolar (o maior de todo o concelho de Alcoutim…), atravessamos campos, saltando algumas valas e fugindo a alguns arbustos… e a encosta não nos oferece obstáculos de monta.
Para subir mesmo ao marco geodésico do Mocho, tem de ser cauteloso com as pedras do velho moinho onde ele foi implantado, mas a 310 metros de altitude a paisagem compensa, com a beleza natural da peneplanície e da serrania… e o povoamento racional do território.
Aproveite a viagem para apreciar a boa gastronomia serrana, o artesanato que imita traços ancestrais, o inigualável pão de Martim Longo e a Igreja matriz de Martim Longo (reedificada em 1518…).
Por aquelas paragens, a quietude não é propriamente zen, porque está associada ao abandono que tem martirizado o dinamismo social e económico da zona, mas é gostosa para quem vai marcado por quotidianos citadinos.

O marco geodésico do Malhão

12 Dezembro 2013

Foto João Xavier - Marco geodésico do Malhão 346m

A poucos quilómetros de Faro, diversos pontos da serrania oferecem-nos paisagens sublimes de que, absurdamente, muitos farenses ainda não desfrutaram.
Quero hoje aqui deixar o convite para uma subida ao marco geodésico do Malhão.
O acesso não está sinalizado e não é de fácil descoberta, mas eu resolvi o problema acicatado por um aluno que um dia me contou que tinha ido fazer uma caminhada até ao cerro do Malhão…
Foi como se me tivesse criado água na boca ao falar de uma guloseima…
A primeira base de referência é Estoi, a bonita e histórica aldeia situada a uns 9 km da capital algarvia.
Atravesse a aldeia e saia na direção do Azinheiro e de Azinhal e Amendoeira, mas ao chegar à Cruz da Espragueira largue a estrada e dê corda aos sapatos por um caminho que sobe para a esquerda.
A caminhada é compensada pela paisagem sublime a 346 metros de altitude.
Dali podemos observar muitos quilómetros do litoral algarvio, com a Ria Formosa, as cidades, os campos e o mar aos nossos pés. Sublime.

O marco geodésico das Pedras

2 Dezembro 2013

OLYMPUS DIGITAL CAMERA

Quero hoje sugerir um passeio ao Alentejo e uma subida ao marco geodésico das Pedras.
Na estrada entre Almodôvar e Mértola passamos por uma aldeia chamada São João dos Caldeireiros.
Deixe aí mesmo o carro e siga pela estreita estrada alcatroada que está sinalizada com a indicação «Penilhos». Sim, a daquela escola onde os pais acusaram a professora de ter feito um vídeo porno com material didático (e que eu já reportei aqui há dias)!…
A cerca de 3 km de São João dos Caldeireiros, já você observa (do lado esquerdo da estrada) o marco geodésico das Pedras.
Prossiga pelo caminho de terra. Mais adiante verá que tem de abandonar esse caminho a seguir por outro novamente à esquerda para subir o monte e chegar a 179 metros de altitude.
A subida não é íngreme e a paisagem alentejana oferece-nos do topo uma imensidão de território para contemplar. Detenha-se a olhar a Serra do Álvaro com os seus proeminentes afloramentos rochosos.
Curta o bom Alentejo.

O marco geodésico de Amendoais

14 Novembro 2013

Foto João Xavier - Acesso ao marco geodésico Amendoais 70m

Uma condição imprescindível aos marcos geodésicos é manterem-se acessíveis, ou seja: os donos dos terrenos circundantes não devem vedar-lhes os acessos.
Os marcos geodésicos, note-se, são propriedade do Estado e nunca propriedades privadas.
Quando eu quis subir ao marco geodésico de Amendoais, a 70 metros de altitude, perto de Tunes, deparei com esta prenda da foto: uma rede com o aviso «Propriedade privada – entrada proibida».
Solicitei então à Câmara Municipal de Silves um esclarecimento sobre a situação e tive resposta da Divisão de Assuntos Jurídicos, com a conclusão que cito, com a devida vénia:
«O proprietário do terreno onde se encontra o marco geodésico, pode vedar o terreno, desde que exista autorização por parte do Instituto Geográfico e Cadastral nos termos do artigo 23º do DL 143/82 de 26 de Abril.»
O que o artigo 23º do Decreto Lei 143/82 diz é o seguinte:
«Nenhum projecto de obras ou plano de arborização, dentro da zona de respeito (*), deve ser iniciado sem prévia autorização do Instituto Geográfico e Cadastral.»
(*) Nota: A zona de respeito do marco geodésico é uma zona circunjacente ao marco geodésico,num raio nunca inferior a 15 metros.
Você gostava era de ver a licença daquela vedação, não era? Já somos dois.

Azeite Talefe

14 Julho 2013

Foto João Xavier - Azeite Talefe

Quem procura marcos geodésicos tem muitas vezes de se socorrer de quem reside na zona e perguntar pelo… talefe.
É verdade!
Na linguagem popular, os marcos geodésicos são popularmente conhecidos como talefes.
A palavra «talefe», curiosamente, não consta no meu velho dicionário de 1556 páginas da Porto Editora nem na minha enciclopédia de 7110 páginas da Larousse, mas você não se acanhe: quando estiver com dúvidas no percurso e tiver algum habitante local por perto, pergunte-lhe pelo talefe…
Existe até um azeite que utiliza a palavra «Talefe» como nome próprio, com direito a um marco geodésico no rótulo.
Um azeite alentejano de qualidade, de Vila Verde de Ficalho.

O marco geodésico do Pinhal

18 Abril 2013

Foto João Xavier - Marco geodésico do Pinhal - Quarteira

Subi pela primeira vez ao marco geodésico do Pinhal em 2002.
Regressei lá no passado fim de semana e todo o território envolvente está irreconhecível, pejado de urbanizações…
O marco geodésico do Pinhal está restaurado e situa-se a 57 metros de altitude, perto de Quarteira. A zona honra o nome, pois diversas urbanizações construídas ali na última década usam o nome do Pinhal.
Podemos lá chegar por uma estrada alcatroada que entronca na EN 125 a sul de Vale Judeu. A própria estrada municipal passa à beirinha do marco geodésico e estragou-lhe parte do terreno que lhe serve de base.

O vértice geodésico de Quarteira

19 Fevereiro 2013

Foto João Xavier - Vértice geodésico de Quarteira

Para um determinado ponto integrar a rede geodésica nacional, não é imprescindível que lá esteja um marco geodésico.
O exemplo que hoje aqui trago é de um vértice geodésico situado num reservatório de água.
É o vértice geodésico de Quarteira, a 24 metros de altitude.
A triangulação geodésica permite a leitura do território em termos geográficos e nem sempre tem os vértices identificados simbolicamente no terreno…

O marco geodésico de Alcaria Alta

1 Janeiro 2013

Foto João Xavier - Marco geodésico de Alcaria Alta

Quero hoje sugerir uma subida ao marco geodésico de Alcaria Alta.

Ao circular na estrada entre Alcoutim e Martim Longo, no nordeste do Algarve, encontra a indicação para aquela aldeola a sul. A distância é curta e vale a pena.

O aglomerado populacional, concentrado, está de um lado e o marco geodésico do outro. Suba por este acima (a 289 metros de altitude) e aprecie a paisagem dos valados ancestrais e das casinhas humildes no meio da serrania.

No povoado, ainda se criam porcos. O poço é uma marca de tempos recuados. A escola tem agora outras funções. E os campos ainda não foram completamente abandonados.

Em Alcaria Alta o tempo corre de maneira diferente. Sentimo-nos longe da poluição, longe do trânsito, longe da modernidade.

Observe as ervas que crescem, a felicidade das aves e a arquitetura tradicional das casas de grauvaque. Aproveite para dar tempo ao relax e relativizar as preocupações.


Seguir

Get every new post delivered to your Inbox.