Eu pudia, tu pudias, ela pudia…

Gosto muito de ver a Ágata. Já a vi 3 vezes: em Faro, em Odeleite e na Conceição de Tavira.

Na última vez, fiquei até às 2h da matina para lhe ver todo o espetáculo.

A célebre cantora da música ligeira portuguesa anda muito abespinhada, porque num programa televisivo (“A tua cara não me é estranha”) se entretiveram a imitá-la.. .e ela não gostou.

Numa mensagem recente sobre a imitadora Daniela Pimenta, escreveu Ágata no facebook:

Essa senhora pudia ter feito a mesma apresentação com todo o profissionalismo respeitando assim os meus 35 anos de carreira (…)”

Ora aí está o imbróglio da conjugação do verbo poder: umas vezes com o outras vezes com u!

Este é mais um exemplo de como a lígua escrita deveria evoluir para a simplificação fonética!

(Já estão os puristas a ficar com os cabelos em pé…)

De acordo com a gramática em vigor, Ágata deveria ter escritoEssa senhora podia”. A confusão surgiu, porque naquela forma verbal o o lê-se {u}, ao contrário de outros casos em que o o se lê {o} (tu podes, por exemplo).

As regras ortográficas, um dia, vão ser mais simples. Lá para o ano 5600…

Uma resposta to “Eu pudia, tu pudias, ela pudia…”

  1. Vitor Madeira Says:

    Só agora leio este pequeno mas excelente artigo e digo que não poderia concordar mais.

    Tenho uma filha que conta agora com 7 anos e está precisamente nos primeiros passos da aprendizagem da língua portuguesa.

    Foi lindo, ao fim de apenas três meses de introdução às letras, vê-la escrever “qão”, “capatos”, “qaza”, “oje” (entre outros) e mais recentemente “lingua portugesa”.

    Com muito jeitinho ajudei-lhe a compreender que as regras que os nossos antepassados nos obrigaram a herdar da nossa amada língua foram feitas com base em argumentos de autoridade e não com o pensamento em quem efetivamente se usa da língua, com as necessárias adaptações óbvias que o tempo decorrido exige desde que as regras da língua foram pelas primeiras vezes colocada por escrito.

    Enfim, assim vamos andando, com necessidades de nos preocuparmos com coisas que apenas ocupam lugar precioso nos nossos cérebros, quando poderíamos estar a investir tempo precioso na busca de melhores condições em prol do bem comum de todos.

    Cumprimentos marafados.

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