Criminalizar o piropo

Foto João Xavier - Escultura em mármore

«Lembro-me muito bem do meu primeiro piropo de rua. Lembro-me do sítio, do tom de voz, do olhar. Tinha uns 12 anos, vinha do liceu e um homem com idade para ser meu avô disse, quase ao meu ouvido: “Lambia-te toda.”» – conta Fernanda Câncio no Diário de Notícias…
Desconhecedor dos riscos que corria, o pobre «avô» já devia andar com aftas e com a boca cheia de papilomas, coliformes fecais e outros que tais.
É verdade que sorri ao ler esta confissão da Fernanda. Mas o que ela quer é muito sério: quer que estes piropos sejam criminalizados por exprimirem assédio sexual!
Eu não caio no ridículo de aqui contar alguns dos piropos que já me foram dirigidos e tenho reagido ao assédio de formas diversas, conforme as ocasiões e a vontade…
Quem quer criminalizar os piropos precisa de arejar. Está poluído, decerto. E uns passeios em ambiente natural podem ajudar.

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