O país dos buracos

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A lógica habitual para interpretarmos os buracos que aparecem em terrenos urbanizados é que são coisas da natureza ou acasos imponderáveis dos materiais.
Não é bem assim.
Há casos em que a natureza a nível geológico e/ou hidráulico tem fenómenos incontroláveis. Mas esses casos são verdadeiramente raros e merecem as manchetes da imprensa.
Mas a maioria dos casos são apenas consequência da irresponsabilidade ou da negligência de quem deveria ponderar devidamente os trabalhos que se realizam em espaços urbanizados.
Ainda recentemente, em Armação de Pera, registou-se o abatimento de um passeio que projetou 2 transeuntes para um buraco de 4 metros de profundidade, provocando graves danos físicos num deles. Causa: um cano cortado jorrava água no subsolo.
No passado domingo, em Faro, um buraco de tamanho similar ao de uma tampa de esgoto abriu-se no pavimento da Rua Pinheiro e Rosa, até uma profundidade de cerca de 1 metro, na sequência da rutura de uma válvula da canalização. É o buraco da foto que hoje apresento. As obras ainda hoje se prolongaram por todo o dia.
Estes problemas podem causar danos irreversíveis em pessoas e bens e poderiam ser evitados, quase todos eles, se fosse feito um estudo profissional dos solos e se a construção e a manutenção de pavimentos e das infraestruturas fossem bem feitas.
Estas coisas só se tornam banais quando a incompetência se torna também ela banal.

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