A vitória do dinheiro grego

O novo primeiro ministro grego

Anda Europa e meia a falar das eleições na Grécia: ganhou o Syriza, coligação da esquerda radical, que ainda era noite já tinha celebrado acordo com um partido da direita, para conseguir apoio maioritário no parlamento grego.
Em Portugal, toda a esquerda bate palmas. Até, incrivelmente, o próprio PS, cujo irmão grego, o Pasok, levou um desaire medonho, ficando em 7º lugar ou coisa que o valha!!!.
O que há de novo nesta panorâmica criada pelas eleições gregas?
Primeiro que tudo, a derrota das ideologias: ganhou um movimento da extrema esquerda, mas para garantir o poder executivo, coligou-se logo com um partido da direita!
Depois, facilmente se percebe que o que ganhou foi o dinheiro: os votos dos gregos marcaram uma opção iniludível pelo não pagamento de juros das dívidas do Estado helénico.
Em terceiro lugar, ganhou a luta contra o perfil imperial da União Europeia (um conjunto de países que em vez de trabalharem para a coesão social e económica do seu território continuam a deixar aumentar as desigualdades e a reger-se por critérios capitalistas desajustados): foi esse perfil que alicerçou a coligação governamental que já tomou posse à hora do almoço.
Esperemos agora que o centrão europeu habituado a revezar-se no poder deixe de ameaçar e de pressionar os que, não sendo do seu espetro político, aparecem nas sondagens como potenciais vencedores de eleições.
A União Europeia vai ter de se reequacionar, é verdade. Mas nem outra coisa seria de esperar: toda a vida é composta de mudanças!…

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