Nunca abras uma porta que Deus te fechou

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Numa das primeiras escolas em que trabalhei, habituei-me a ver passar à porta funerais com dezenas de pessoas.
Um dia, vi passar um com meia dúzia de «acompanhantes».
Perguntei a uma auxiliar:
– Era pessoa que não morava cá?
– Morava. Mas era má rês…
– E morreu de quê?
– Andava a fazer partilhas com o irmão, não conseguiu abrir a porta do palheiro do pai… e como pensou que estava lá escondida alguma coisa de valor foi arrombar a porta, mas a porta estava podre e ele caiu e foi bater com a cabeça num bloco de betão…
– E foi-se…
– Não. Fez um traumatismo craniano e ainda esteve uns meses a penar…
Aquele episódio veio dar razão a um lema de vida que eu tinha criado poucos anos antes:
«Nunca abras uma porta que Deus te fechou.»…

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