A morte como vingança

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Nasceu há quase 30 anos na Beira Baixa, quis ser polícia, mas foi no Algarve que encontrou a felicidade.
Nesta vida de altos e baixos, sentiu tudo a ruir quando a mulher meteu o divórcio.
Anteontem à noite, vestiu um camuflado, pegou numa espingarda para caça grossa e foi caminho dela, disparando com raiva.
A sogra tombou sem vida.
Ele fugiu para o carro e em poucos minutos meteu-se de regresso às origens, comendo quilómetros a eito.
Já no dia seguinte, foi detido, em Castelo Branco.
A família destroçada e a vizinhança apavorada parecem não ter acordado ainda de um pesadelo.
Foi em Faro, ali bem pertinho da Igreja de São Pedro e mesmo ao lado da antiga sede da Polícia Judiciária. Mais um crime para os jornais e as televisões, mais um episódio de violência doméstica para as estatísticas escabrosas desta sociedade de egoísmos e desequilíbrios, assobiando para o lado perante os sinais que ninguém quer ver…

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