Eu não sou como o meu pai

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Em 1980, em Cacém, um indivíduo matou a tiro a mulher, tirou-lhe a cabeça e os pés e enterrou-os e deu o resto em pedaços às galinhas.
O filho, ainda puto, assistiu a tudo e desde então sempre tem dito aos amigos: «Eu não sou como o meu pai!»
O homem foi condenado a 25 anos de prisão, cumpriu 20 e foi viver para a França.
O filho cresceu, em 1995 passou a viver em união de facto com uma lusofrancesa, iniciando com o sogro uma vida de empresário da construção civil especializado em tetos falsos, mas com muitos fracassos.
Em 1999 foi pai pela primeira vez, em 2005 pela segunda vez e em 2013 separou-se.
Um dia destes, na Estela, Póvoa de Varzim, matou a tiro os sogros, a ex-mulher e um enteado.
O caso de extrema violência tem vindo a público em diversos jornais e revistas.
A cronologia aqui referenciada não é rigorosa, pois varia conforme as fontes.
Apesar de as galinhas também terem direito a um petisco de tempos a tempos, podemos aqui tirar algumas lições mais sérias…
Isto de uma pessoa gostar de vincar as diferenças em relação aos pais, por norma, deve fazer-nos desconfiar. As diferenças nesses casos costumam ser para pior…

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