Sem freiras… e sem padres

Foto João Xavier - Rua das freiras

A Igreja Católica está a viver presentemente o Ano do consagrados e da vida consagrada, destinado a fazer refletir sobre os que decidem consagrar a sua vida à fé e à estrutura eclesial.
Durante muitos séculos, os Estados europeus viveram em comunhão de gestão com a Igreja Católica: o clero detinha o poder de, por exemplo, registar os nascimentos.
É por isso que a quase exclusividade dos dados escritos de muitos dos nossos antepassados só podem ser encontrados em documentos paroquiais.
Esse poder caiu abruptamente quando os Estados começaram a reivindicar a exclusividade de determinados poderes. Primeiro reivindicaram e depois impuseram.
Foi aí que, basicamente, começou a decadência do clero em termos de poder e credibilidade.
Depois, pessoas que eram vistas como puras e impolutas começaram a aparecer como pessoas iguais às outras, cheias de pecados e até com escassas virtudes.
Essa realidade, mais «palpável» no séc. XXI, é que provocou a maior hecatombe do clero em termos quantitativos: hoje em dia, o clero tem falta de padres e de freiras.
Para que o clero não se restrinja à toponímia, bom será que continuem a refletir sobre as causas de tudo isto…

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