O bullying e a estupidez promovida

Nelas no Diário de Notícias de 20maio2015

Quando eu andava no liceu, um dia, um grupo de alunos pegou no filho do então governador civil, arreou-lhe as calças e fez uma enorme galhofa.
Chamavam àquilo uma «amostra».
Durante umas semanas, o moço foi gozado por lhe terem feito uma amostra… mas o efeito desvaneceu-se e caiu quase no esquecimento.
Não houve queixa, não houve retaliações, não houve traumas.
Hoje em dia, anda na berra o bullying.Ainda ontem a imprensa correu a Nelas, porque na escola um puto foi amarrado a um poste e despido. A ação dos colegas foi classificada por uma docente como «apenas uma brincadeira estúpida»…
Os atos violentos entre jovens são cada vez mais e não é de espantar. São criados sem referências, as famílias desestruturadas são mais que muitas, a liberdade deu lugar à libertinagem e os desequilíbrios comportamentais, exacerbados, são potenciados pela televisão e pelos filmes cada vez mais promotores e eco de violência e crimes.
As próprias escolas são cada vez mais promotoras do «anonimato», de tão grandes que são.
O que antes passava praticamente sem marcas agora chega ao crime.
Ou reponderamos o modo como andamos a criar os nossos jovens ou a alarvice passa para a frente no campeonato da vida…

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