Uma porta que se fecha, uma porta que se abre…

Foto João Xavier - Fechadura na Fonte do Corcho

«Diz-se que na vida por cada porta que se fecha outra se abre.»
Assim começa Jorge Jesus um comunicado com que se despede do Benfica ao fim de 6 anos como treinador daquele clube.
A imprensa portuguesa quer fazer uma telenovela da ida de Jesus para o Sporting. Um dia destes, quando diante de um quiosque eu lia em voz alta um título de jornal para a minha mulher, um sexagenário insurgiu-se: «Isto é uma vergonha! Não falam de outra coisa. É o que interessa aos políticos!!! Portugal continua a ser o país dos 3 éfes…»
Não sei. Duvido mesmo que Portugal continue a ser o país de Fado, Futebol e Fátima. Pelo menos o fado, apesar de património mundial, deixou de ser um ópio do povo. A fé resiste (e até se empolou, com a crise). E ainda bem que temos futebol!…
O futebol tem virtudes que ninguém de bom senso deve menosprezar. Aliás, quem mais o menospreza revela uma alienação em relação ao mundo em que vive.
O futebol é o desporto rei, mexe com multidões, é catarse, é alegria, é vida, é energia, é cor.
Claro que em redor do futebol giram uma série de parasitas, uma espécie de carraças que sugam o futebol, conspurcam-no e adulteram-nos. Mas são marginais.
Como muito bem diz Jorge Jesus, há portas que se fecham e portas que se abrem. No futebol como na vida, porque com o futebol também aprendemos a vida.


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