Estar vivo não é exatamente o contrário de estar morto

Foto João Xavier - Quarto do interior algarvio

Temos em Portugal cerca de 50 mil pessoas acamadas em casa! Empurradas por unidades de saúde que não conseguem dar resposta às necessidades de doenças prolongadas e incapacitantes, penam tempos e tempos.
A rede nacional de Cuidados Continuados Integrados só dá resposta a 30%. Resultado: 68% ficam com rigidez e atrofia muscular, 26% com desidratações, 22% com estado mental deteriorado, 21% com higiene mal feita, 19% com escaras e 10% com problemas respiratórios acrescidos…
Não são dados ficcionados: são dados da primavera 2015, do Observatório Português de Saúde.
Se às vezes convém parar para pensar, neste caso convém parar pouco e agir depressa para mudar este estado de coisas.
Quero aqui, a propósito, sugerir às autarquias locais que se associem como as Miranda do Douro, Mogadouro e Vimioso, que financiam uma Unidade Domiciliária de Cuidados Paliativos da Santa Casa da Misericórdia, para a prestação domiciliária de cuidados de qualidade a doentes com doenças oncológicas, cardiovasculares, hepáticas, renais, respiratórias e outras patologias graves no Planalto Mirandês.
Haja quem ajude, porque a esperança média de vida tem aumentado quase na proporção inversa da alegria por estar vivo…


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