Quando a gente pára

Foto João Xavier - Paragem de autocarros em Santa Margarida

O imobilismo de uma sociedade constata-se em diversas marcas.
Às vezes, basta entrarmos numa povoação para em poucos minutos percebermos o dinamismo que por ali se vive. O dinamismo… ou o imobilismo.
As povoações são espaços de todos. Espaços cheios de espaços públicos.
A gestão desses espaços não depende só dos governos e das autarquias locais. Depende também de quem vive na zona.
É essencial termos aquilo a que antes se chamava «forças vivas», as tais, que se mexem, que são dinâmicas, interventivas e cientes dos bens públicos.
Aumentou nas últimas décadas o número de pessoas ‘que se estão cagando para tudo’. Só pensam no seu umbigo, às vezes nem com a sua família se importam.
O desleixo dos sítios torna-se então notório. Os problemas não aparecem resolvidos e ‘a culpa’ é sempre dos outros: dos governantes e dos autarcas. Os chamados «eles».
«Eles não fazem nada!»
O tempo passa, os anos passam… e parece que ali não há quem se incomode.


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