As metamorfoses dos nomes próprios

Foto João Xavier - Largo de S. Luiz

O maior erro dos contestatários do novo «acordo ortográfico» que rege a escrita da língua portuguesa é a presunção de que deve ser mantido o que existe em termos de grafia.
É erro, porque a língua é viva!
A língua está em permanente evolução, em permanente polimento e em permanente enriquecimento.
A língua constrói-se todos os dias. Muda todos os dias!
Em localidades onde as placas toponímicas vão ficando velhas, é-nos fácil perceber como a escrita portuguesa se tem modificado.
Há 100 anos, escrevia-se «Luiz». Com Z e sem acento.
Depois… e muito antes do polémico acordo ortográfico, passámos a escrever «Luís». Com S e com acento agudo.
Erro erro é quem foi batizado como Luiz identificar-se como Luís. O nosso nome é o nosso nome de origem. Consta no Registo de Nascimento e assim se deve manter ao longo de toda a nossa vida. Veja-se o exemplo do grande realizador cinematográfico Manoel de Oliveira. Nasceu Manoel e teve o bom senso de nunca se metamorfosear em Manuel.
Nota: A foto foi feita em Alte em 2015.


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