A queda do vigário e o laranjal…

Foto João Xavier - A Queda do Vigário, em Alte

«A 100 passos da ponte de Alte, a ribeira deste nome corre sobre rochas basálticas e cai de cascatas em cascatas até 600 passos no vale, depois dá um salto de 55 palmos para cair num pequeno charco, que tem 25 palmos de água no inverno, e continua com uma corrente bastante rápida. Este salto e esta bacia chamam-se Pego do Vigário (abismo do Vigário).» – foi assim que em 1850 o ilustre engenheiro, geólogo, geógrafo e investigador francês Charles Bonnet definiu a Queda do Vigário, uma das grandes atrações turísticas de Alte.
Neste verão, a Queda do Vigário está seca.
O proprietário do grande laranjal que marca a paisagem a sul da conhecida aldeia algarvia conseguiu autorização oficial para utilizar na rega água da ribeira de Alte e esse aproveitamento agrícola, aliado à seca que se regista, faz com que não haja queda de água propriamente dita.
O assunto tem vindo nos noticiários nacionais e pode servir para debatermos o que será prioritário: as atividades produtivas ou o turismo?


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