Como nasce um pistoleiro

foto joao xavier - colecçao cow-boy

Nos idos anos da década 70 do séc. XX, a Agência Portuguesa de Revistas, com distribuidores em Lisboa, Porto, Luanda e Lourenço Marques (atual Maputo), publicou uma grande coleção de livrinhos com estórias do oeste e das conquistas europeias no continente americano.
Intitulava-se a coleção «Colecção Cow-Boy». Tenho ainda uma relíquia daquelas, o conto «Como nasce um pistoleiro», com 63 páginas. Custava 1$80 (1 escudo e 50 centavos) no Continente e 2$50 no Ultramar… e vinha ilustrado com 6 desenhos a preto e branco e capa a cores…
O texto, de Joe Mogar, distraía e cativava a malta jovem, que quase se via na pele dos pistoleiros aventureiros que dominavam os índios e os bandidos.
O imaginário ficava-se pelas paragens inóspitas e pouco urbanizadas que haveriam de crescer desmesuradamente para dar origem a grandes metrópoles onde o crime e as armas são o quotidiano de gente moderna.
Naquela altura, ninguém acreditava que um dia as cowboyadas sairiam daquelas fronteiras e fariam do mundo uma espécie de farwest…


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