Os ordinais e os cardinais…

Foto João Xavier - Sinal de perigo

Em 2011, PSD, CDS, PCP e Bloco de Esquerda juntaram-se para derrubarem José Sócrates.
Em 2015 (mais propriamente hoje) PS, PCP e Bloco de Esquerda juntaram-se para derrubarem Passos Coelho.
Desta feita, o reviralho teve um pormenor polémico: instalou-se, entre os políticos portugueses, o debate sobre os numerais cardinais e os numerais ordinais. PSD e CDS acham que quem fica em primeiro é que deve governar; os restantes acham que quem junta mais deputados é que manda.
A moção de rejeição obteve 123 votos, contra 107 . E a coligação da «direita» tinha tido o poder executivo durante 4 anos com o apoio de 132 deputados.
Neste panorama da aritmética, o líder parlamentar socialdemocrata lembrou que o PS perdeu as eleições de 4 de outubro passado por 340 mil votos.
A aritmética é tanta que o pessoal até se esquece da aritmética que pôs Portugal à beira da bancarrota há 5 anos. A aritmética que usou subtrações para os nossos vencimentos e as nossas pensões.
Agora, diz Telmo Correia, sente-se a presença de um elefante vermelho no meio da sala.
António Costa, que pensou na noite eleitoral liderar a oposição, recebeu das mãos do PCP e do BE uma bandeja com o cargo de primeiro-ministro. Falta ver agora se Cavaco se assusta com o elefante.


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