As mulheres de conforto

'Comfort woman'  statue erected in Glendale

Já lhes tinha ouvido chamar muita coisa. «Mulheres de conforto» é que não!
Um dia destes fui surpreendido por uma notícia internacional sobre negociações entre a Coreia do Sul e o Japão.
Consta que nos idos tempos em que, em meados do séc. XX, o Japão ocupava territórios sulcoreanos, punha a trabalhar em bordéis para as suas tropas muitas mulheres que aliviavam os fulgores sexuais dos militares.
Os sulcoreanos acham que aquilo era uma espécie de escravatura e até em 2013 as homenagearam com um monumento.
Os japoneses, que lhes chamavam «mulheres de conforto», estão fartos da conversa e até parecem dispostos a pagar algumas indemnizações.
Quantos filhos resultaram dos coitos não se sabe. Sabe-se que o conforto durava uns dias e os militares regressavam à procura de mais… conforto.
Da próxima vez que observar mais umas gajas sentadas de pernas escarchadas à beira da EN 125 na Patã, vou lembrar-me das sulcoreanas.


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