A ética de Maria de Belém

Maria-de-Belém

O Diário de Notícias descobriu os nomes dos 30 deputados que requereram a inconstitucionalidade da lei que limitava as subvenções vitalícias para ex-deputados àqueles que tivessem rendimentos inferiores a 2000 euros mensais.
Entre esses 30 deputados, consta Maria de Belém.
Argumentando o princípio de confiança, o Tribunal Constitucional considera inconstitucional essa condição de recurso!
A candidata presidencial que se gabava do seu «carácter» no primeiro outdoor, afinal, tem uma ética muito especial: neste país em que se corta a direito nas pensões de quem trabalha décadas e décadas, ela acha que não se deve mexer nos direitos adquiridos por deputados; neste país em que os índices de pobreza são uma miséria, Maria de Belém prefere lutar por regalias de deputados.
Quem fez toda a carreira pensando aposentar-se com pensão completa ao fim de 36 anos de trabalho viu-se, afinal, com uma pensão reduzida a menos de metade. Mas isso Maria de Belém não acha inconstitucional.
Maria de Belém corporiza a faceta corporativa e gananciosa dos políticos. Corporiza o pior que há nos políticos que têm ocupado o poder nas últimas 4 décadas em Portugal.
Neste portugalzinho financeiramente de rastos, com congelamentos, taxas, sobretaxas, impostos e outros cortes em tantos ordenados e pensões, é preciso não ter vergonha assinando uma queixa ao Tribunal Constitucional para repor mordomias de elites políticas! Uma queixa que os tais 30 deputados trataram de manter «escondida» da opinião pública.
É esta ética que vai a votos no próximo dia 24.


%d bloggers like this: