O calceteiro que partiu pedra nas Presidenciais

foto joao xavier - calçada

Está a fazer alarido na imprensa nacional a votação do socialista Tino de Rans na eleição presidencial do passado domingo.
Com 3,28%, o calceteiro posicionou-se em 6º lugar, à frente de um médico, um empresário, um psicólogo e um advogado. E ganha ambição, garantindo que «não vai parar por aqui».
Esquecido de que José Manuel Coelho conseguiu há 5 anos 4,51%, o Tino de Rans teve maioria absoluta na sua freguesia (60,93% em Rans), mas o melhor que conseguiu a nível municipal foi o 2º lugar no seu concelho (em Penafiel, com 22%).
Em todo o país, o quarentão jovial teve 152.045 votos, quase tantos como Maria de Belém. Aliás, quando um jornalista lhe referiu que «ganhou entre os pequenos», ele respondeu que «a candidata mais pequena é a Maria de Belém».
Mas o que representa, afinal, este Vitorino da Silva? Representa a fraca qualidade da maioria dos candidatos que encheram o boletim de voto. E representa o lado bom da «democracia», que dá a qualquer cidadão com mais de 35 anos de idade o acesso a uma corrida ao mais alto cargo da nação.
Poderíamos querer melhores candidatos. Mas estes são os que refletem o país que temos.


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