5 graus negativos no Algarve!

foto joão xavier - vila real de santo antónio

Tem feito muito frio, pois tem! Diz um provérbio que «o que janeiro esquece fevereiro traz».
No mês de fevereiro de 1956, uma grande corrente de ar frio vindo da Islândia chegou à Península Ibérica com uma força nunca mais igualada.
O pior foi nos dias 11 e 12 de fevereiro de 1956, quando os termómetros baixaram a 16 graus negativos em Arouca e 14 graus negativos na Serra da Estrela.
Mais tarde, no dia 14 de fevereiro de 1956, os termómetros registaram 5 graus abaixo de zero em Vila Real de Santo António!
No Algarve, a onda de frio ficou na memória de quem por cá já andava. No Correio do Sul, Mário Lyster Franco escreveu em 16 de fevereiro de 1956:
«Tanto frio, Santo Deus! Tanto frio fustigando o nosso Algarve, martirizando o Mundo! Principalmente os pobres de todo o Mundo!
Quando, no Algarve, a não ser agora, o termómetro marcou graus negativos?!
Com frio assim não se pode trabalhar! (…)»
Em 23 de fevereiro de 1956, continuava:
«Segue e continua o frio. (…) Começaram a proliferar as teorias e a mais avançada entre as mais audaciosas é aquela que nos afirma que estamos sob a acção directa do hidrogénio e do hélio, os gases mais leves da química universal.»
Passada uma semana, o tema continuava na ordem do dia:
«Renasce a esperança de que, com o fim de Fevereiro, a friagem desapareça.»


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