António Guterres e os «idiotas»

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Numa crónica cheia de ironia em que começa por falar na «canonização de António Guterres», Francisco Moita Flores escreve a dada altura:
«Com exceção dos idiotas do costume, julgo que todos ficámos satisfeitos com a nomeação de António Guterres (…)»…
Eu sou realmente um dos poucos portugueses que não se regozijaram com a nomeação de Guterres para Secretário Geral da ONU (onde vai ganhar mais de 550 euros por dia…)!
Considero mesmo que aquela escolha não prestigia Portugal e explico desde já porquê:
Desde 1961, a ONU tem escolhido para aquele cargo pessoas de países «menores», com reduzido estatuto internacional. Desde 1961!…
Vejamos…
De 1961 a 1971, U Thant, de Myanmar (Birmânia); de 1972 a 1981, o nazi Kurt Waldheim, da Áustria; de 1982 a 1991, Pérez de Cuéllar, do Peru; de 1992 a 1996, Boutros Ghali, do Egito; de 1997 a 2006, Kofi Annan, do Gana; de 2007 a 2016, Ban Ki-Moon, da Coreia do Sul; de 2017 a 2021(?), António Guterres, de Portugal…
É óbvio que nenhum desses países ganhou prestígio por ser da sua nacionalidade um secretário-geral da ONU.
E você? Ainda acha que esta escolha prestigia Portugal?

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