Abaixo o hífen

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O hífen é um elemento espetacular da escrita! É pequenino (costumamos chamar-lhe «tracinho») e de nada serve, senão para complicar.

Ok! Eu sei que a sua ausência poderá provocar leitura deturpada de algumas palavras, se seguirmos à letra determinadas regras de acentuação e de pronúncia…

Isso, contudo, não serve de desculpa: há diversas palavras homógrafas em que são aplicadas regras de entoação díspares.

No caso que aqui hoje trago, de uma declaração de amor grafitada em Olhão, «amote» deveria ser lido a rimar com «trote». Mas ninguém o faz: toda a gente percebe que o apaixonado (ou simplesmente o excitado) queria dizer «amo-te».

Provavelmente, usamos e abusamos desnecessariamente do hífen…

 

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Uma resposta to “Abaixo o hífen”

  1. Vitor Madeira Says:

    O seu blogue é uma das coisas mais fantásticas deste Algarve.
    Embora discordante de si em algumas formas como observa a vida, neste caso em particular, estou consigo a 100%. Nós portugueses necessitamos mesmo muito de sair de todos estes armários em que nos encontramos aprisionados de forma inconsciente e dar prioridade à naturalidade da vida e não aos argumentos de autoridade.
    Neste caso em particular, não tenho o menor pudor em aclamar o “Te amo” que os brasileiros tão bem decidem utilizar como uma alternativa perfeitamente viável, só a título de exemplo.
    Bem haja.

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