Archive for Julho, 2017

Deputados calados, povo sem voz

31 Julho 2017

foto elisabete lopes - cartaz de isaura pedro

Segundo uma investigação de João Duque, a Assembleia da República custa ao país mais de 72,8 milhões de euros!

Isto dividido por 230 deputados dá cerca de 316 mil euros/ano/deputado! Não é uma conta racional, mas dá para percebermos que a Assembleia da República sai carota…

Vem isto a propósito de uma estatística que mostra melhor a representação parlamentar e a pobreza do seu teor: num ano de legislatura, tivemos 10 deputados que nunca usaram da palavra no plenário!!! Dez!!!…

Uma das caras com que mais engracei foi a Drª Isaura Pedro, médica de Nelas. Foi presidente de Câmara e é agora deputada. Uma das 10 pessoas eleitas que nunca usaram da palavra: ela, Fernando Jesus, Miranda Calha, Ana Oliveira, José Silva, José Rosa, Aguiar Branco, Paula Teixeira da Cruz, Pedro Pinto e Rui Silva.

É verdade que, para alinhar no chorrilho de asneiras, ofensas, gritos e baforadas que ali se ouvem de vez em quando, mais vale estar calado. Mas há que saber remar contra a maré e não elegemos deputados para eles estarem calados. Muito pelo contrário: queremos que eles sejam a nossa voz!…

 

Mudanças no pontapé de canto

30 Julho 2017

KODAK Digital Still Camera

O International Board, que tutela as regras dos jogos de futebol em todo o mundo, vai propor em março de 2018 algumas alterações…

Começo por desconfiar de grandes mudanças, porque o futebol é o desporto-rei com as regras que tem. De qualquer modo, cada proposta deve ser estudada, pois pode, eventualmente, até melhorar o que já é bom.

É o que me parece, no caso dos pontapés de canto.

Até há pouco tempo, havia a esquisitice de a bola ter de estar completamente dentro do quarto de círculo. Já não é assim, o que acabou com pormenores ridículos de os jogadores se verem forçados a recuar a bola 3 ou 4 cm.

O que o International Board agora quer é que o jogador que marca o pontapé de canto possa seguir com a bola, em vez de ser obrigado a dar apenas 1 toque.

Concordo. Quem ganha um pontapé de canto deve gerir o modo de repor a bola em jogo como achar que lhe seja mais útil… e isso só pode criar mais situações de golo, o que é de aplaudir.

 

As televisões no Algarve

29 Julho 2017

KODAK Digital Still Camera

Na Baixa de Faro, a ninguém passou despercebida a presença da SIC, ontem e hoje, com um programa de animação que entrou pela noite dentro.

As televisões privadas, já com um quarto de século em Portugal, vieram revolucionar o panorama televisivo e abriram horizontes de competitidade que antes pensávamos nefastos, mas com que, afinal, todos ficámos a ganhar.

As transmissões em direto são banais, a diversidade de conteúdos melhorou a qualidade dos programas e a tecnologia continua a inovar, faltando agora popularizar de vez a facilidade de acesso a dezenas de canais, com a abertura da TDT…

Até a nível do Algarve notamos os ganhos com as televisões não estatais: no Algarve, a RTP, a SIC e a TVI garantem a presença de profissionais que vão elaborando reportagens quase todos os dias, numa saudável procura de temas e assuntos.

 

A arte de desperdiçar, também no Algarve

28 Julho 2017

foto joão xavier - instalações militares no guelhim

Na sequência do assalto aos paióis de Tancos, os altos responsáveis já decidiram deixar de usar aquele espaço para guardar material de guerra.

Isto, note-se, depois de ter sido aberto concurso para a substituição da vedação (em Tancos)!

A arte do desperdício dos dinheiros públicos tem, em matéria militar, um outro exemplo com décadas, no Algarve.

Há uns bons anos, na década 90 do séc. XX, altos responsáveis decidiram mandar construir um quartel militar no Guelhim, perto de Estoi, no concelho de Faro.

Já as obras iam em bom andamento, quando altos responsáveis (não sei se os mesmos…) decidiram que o Algarve não deveria ter forças militares de relevo e mandaram abandonar o projeto do Guelhim.

Hoje em dia, o que foi construído ainda permanece de pé, ao abandono, para todos podermos ver mais um exemplo de como se desperdiça dinheiro no nosso país.

 

Plantadas para morrerem

27 Julho 2017

foto joao xavier - parque de estacionamento para a praia de faro

Confesso que não gostei do projeto de parque de estacionamento exterior à Praia de Faro nem do ideário a ele subjacente.

E confesso que fiquei desolado com o que vi, quando um destes dias estive naquele parque de estacionamento, no regresso de um passeio pela Praia de Faro.

Árvores e árvores mortas!

Parece incrível!

As árvores que foram plantadas para a inauguração daquele espaço não conseguiram resistir à incúria de quem as mandou plantar e quase todas facilmente definharam e secaram.

Estamos hoje em dia fartos de ver a diferença entre o que são as obras de fachada e as obras para usufruto.

Qualquer engenheiro agrónomo deve saber que aquele local tem condições pouco favoráveis para árvores relativamente crescidas que sejam abandonadas no local. É necessária a rega e é necessária a proteção adequada para que as jovens plantas aguentem os ventos, os ares salgados e as secas.

Se não considera a foto elucidativa, vá ver para crer.

 

Como se o Montenegro não existisse…

26 Julho 2017

foto joao xavier - sinaletica sem o montenegro

Existe um país chamado Montenegro, mas já antes existia perto de Faro um sítio chamado Montenegro.

Cresceu, cresceu… e é já a mais nova freguesia do concelho de Faro.

Na freguesia do Montenegro, existe o maior campus universitário algarvio, o único aeroporto internacional do Algarve, o maior hospital privado do concelho, a Praia de Faro, uma série de supermercados, etc., etc.. Até é onde se realiza o maior evento anual de Faro, a famosa Concentração de Motos de Faro.

Pois, para quem chega perto da capital algarvia, vindo do barlavento, pela Estrada Nacional 125, não existe uma única placa indicativa do rumo a seguir por quem queira ir ao Montenegro!

É como se o Montenegro não existisse.

Haja quem acorde e mande colocar o nome do Montenegro nas placas!

 

Clubes inventados para o Campeonato de Portugal…

25 Julho 2017

erros no JN de 25jul2017

Está feito o sorteio do Campeonato de Portugal para a época 2017/18.

O Algarve tem um esquadrão de 7 equipas. Quatro são credenciadas (Olhanense, Farense, Louletano e Lusitano) e as outras 3 são, ao que diz o Jornal de Notícias, o Almacilense, o Armacenses e o Carapachense!!!…

Calma, amigo leitor, não apareceram 3 clubes algarvios novos diretamente no Campeonato de Portugal!

O que aconteceu foi que alguém sem cultura geográfica nem futebolística, escreveu com erros os nomes de Almancilense, Armacenenses e Moncarapachense.

O Almancilense (e não Almacilense) é de Almancil.

O Armacenenses (e não Armacenses) é de Armação de Pera.

E o Moncarapachense (e não Carapachense), é de Moncarapacho, que foi o antigo Monte Carapacho, a que ilustres visitantes já têm chamado Moncarrapacho e Monte Carrapacho.

Esta é mais uma curiosidade do Campeonato de Portugal, que vai estrear já no próximo dia 20, entre outros, o Olímpico do Montijo (sucessor do velho Montijo de Paulo Futre) e o famosíssimo Canelas (que garantiu a subida com a falta de comparência de quase todos os adversários)…

 

Cláudia Neto na História do futebol português

23 Julho 2017

AFP_QV2FC

Adivinhava-se. Portugal obteve hoje a primeira vitória num jogo de uma fase final de um Europeu de futebol feminino sénior.

A Escócia pôs-se a jeito e a proeza histórica consumou-se por 2-1.

Neste momento de alegria, há que frisar o papel fundamental desempenhado por uma futebolista algarvia de elite, Cláudia Neto, a capitã da seleção.

O Algarve volta a estar no topo das referências internacionais do desporto rei, com uma marafada indomável.

 

 

O fogo que pára diante dos sobreiros

22 Julho 2017

foto joao xavier - incendio na serra do caldeirao 2012

Agora anda na moda a estória dos sobreiros que não ardem.

Logo no rescaldo do incêndio de Pedrógão Grande, veio a estória de uma quinta onde o fogo parou diante de uns sobreiros à frente da casa.

Hoje, é no jornal Sol a estória do fogo que parou nuns sobreiros diante da aldeia de Ferraria de São João.

Apetece pedir que tragam sobreiros desses para o Algarve, porque em 2012 um incêndio que começou no Alentejo só parou junto a Alportel, depois de ter queimado milhares de sobreiros…

Lendo a segunda estória, ficamos a saber que antes os bombeiros tinham estado em 2 pontos da aldeia e até esgotaram a água…

É evidente que a terra e a vegetação encharcada é que pararam o fogo, em ambos os casos.

Antigamente, perante patranhas, dizíamos que nos estavam a atirar areia para os olhos. Melhor seria que os novos inimigos do eucalipto e do pinheiro arranjassem outros argumentos.

A cultura citadina engole todas as estórias que lhe impingem; e estas estórias do fogo que pára diante dos sobreiros são anedotas novas cheirando a chamusca.

 

A cabeça na Lua e a tristeza na Terra

21 Julho 2017

A chegada do homem à lua em 1969

Há já 48 anos, a humanidade viveu momentos históricos com a chegada do Homem à Lua.

O momento levou muita gente aos cafés para poderem ver a transmissão em direto. Era o tempo da pobreza e da pouca tecnologia e os televisores não existiam em todos os lares como acontece no presente.

A chegada do Homem à Lua, em 20 de julho de 1969, marcou uma época de sonhos e de utopias. Não se sabia bem para que servia, mas tinha-se a noção de que seria o primeiro passo de alguma aventura.

Hoje em dia, percebemos que aquilo de pouco nos serviu.

Serviu interesses de cientistas e de políticos, mas para os cidadãos apenas alguns materiais testados foram generalizados e ajudaram a tecnologia a popularizar-se.

Provavelmente, as fortunas que são gastas nos projetos espaciais são um desperdício.

Atualmente, projeta-se a ida a Marte. Mas ainda não se consegue curar, por exemplo, uma sinusite.

Antes de invertirmos tantos biliões fora da Terra, melhor seria que investíssemos na qualidade de vida na Terra.