O fogo que pára diante dos sobreiros

foto joao xavier - incendio na serra do caldeirao 2012

Agora anda na moda a estória dos sobreiros que não ardem.

Logo no rescaldo do incêndio de Pedrógão Grande, veio a estória de uma quinta onde o fogo parou diante de uns sobreiros à frente da casa.

Hoje, é no jornal Sol a estória do fogo que parou nuns sobreiros diante da aldeia de Ferraria de São João.

Apetece pedir que tragam sobreiros desses para o Algarve, porque em 2012 um incêndio que começou no Alentejo só parou junto a Alportel, depois de ter queimado milhares de sobreiros…

Lendo a segunda estória, ficamos a saber que antes os bombeiros tinham estado em 2 pontos da aldeia e até esgotaram a água…

É evidente que a terra e a vegetação encharcada é que pararam o fogo, em ambos os casos.

Antigamente, perante patranhas, dizíamos que nos estavam a atirar areia para os olhos. Melhor seria que os novos inimigos do eucalipto e do pinheiro arranjassem outros argumentos.

A cultura citadina engole todas as estórias que lhe impingem; e estas estórias do fogo que pára diante dos sobreiros são anedotas novas cheirando a chamusca.

 

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