Archive for the ‘Educação’ Category

Já reparaste que escreves com erros?

8 Maio 2018

erro em panfleto da algar

A Algar está a distribuir uns folhetos com um erro básico:

«Já reparas-te que há mais um ecoponto na tua zona?» em vez de «Já reparaste que há mais um ecoponto na tua zona?» !!!!!!!!!!

É um erro inadmissível, num folheto que deveria ter sido supervisionado e editado antes de ser impresso.

Não há que confundir. Vejamos…

«Tu coças-te quando tens comichão. Já te coçaste hoje?»

«Tu cortas-te se usares a faca descuidadamente. Já te cortaste alguma vez?»

 

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O abril chamuscado

26 Abril 2018

foto expresso - incendio em pedrogao grande

Surpreendeu-me ontem o protagonismo que foi dado aos incêndios, nos discursos oficiais de comemoração dos 44 anos do 25 de abril.

Houve quem dissesse que os ideais da revolução também morreram um pouco com os grandes incêndios de 2017.

Ninguém pensa nas responsabilidades do 25 de abril no atual estado de coisas deste portugal pequenino.

Muita gente pensa que o desenvolvimento ocorrido nas últimas 4 décadas, a nível de comunicações, mortalidade infantil, escolarização, etc., derivam do 25 de abril. Um erro.

A evolução própria dos tempos e da tecnologia, teria ocorrido com ou sem o 25 de abril. Foi antes do 25 de abril que Portugal passou a ter aeroportos, televisão e escolarização alargada, por exemplo, sem que isso fosse um mérito exclusivo do Estado Novo.

Contudo, foi a ideologia parva de desenvolvimento desestruturado que fez desertificar as nossas aldeias e o nosso interior. Na década 80, as aldeias serranas exibiam ainda um vigor maravilhoso na demografia e na renovação geracional, com escolas cheias de moços. Depois, com o «amadurecimento» dessa juventude, depressa a malta ficou intoxicada com as ilusões do anunciado progresso, desatou a fugir para o litoral e para as cidades e abandonou os campos e as atividades primárias que os arautos esquerdistas de então apresentavam como sinal de atraso.

Foi isso que transformou os campos, que arderam nos incêndios assassinos do ano 2017.

Se o povo quer é viver nas cidades e só pensa na natureza para fazer desporto e piqueniques, não há interior nem florestas que resistam. Foi no que deu a intoxicação ideológica de há 4 décadas.

 

Beba leite com menos demagogia

4 Abril 2018

marcelo com leite

Marcelo vai promover o consumo de leite!

Não é uma campanha anódina. Talvez fosse mais aconselhável educar a população sobre o consumo, as vantagens e os inconvenientes do leite na saúde humana…

Primeiro, temos de ter em conta que o produto a que atualmente chamamos leite é apenas um produto industrial feito a partir de leite de vaca, sujeito a múltiplas ações físicas e químicas que o tornam «irreconhecível» perante o líquido que é ordenhado das tetas das vacas…

Depois, há que esclarecer as pessoas sobre as alergias que hoje em dia apoquentam tanta gente e têm origem no consumo de lacticínios. Por exemplo, há quem sofra de rinite e sinusite e não imagine que a causa pode estar precisamente nesses hábitos alimentares diários…

A Escola Joaquim Magalhães no topo

5 Fevereiro 2018

foto joao xavier - joaquim magalhaes

O Top 10 das escolas públicas algarvias é liderado pela Escola Joaquim Magalhães, de Faro.

No ranking do ensino básico publicado no passado fim de semana, ficou em 2º lugar a Escola de Alcoutim, em 3º a Escola João de Deus (de Silves), em 4º a Escola de Paderne, em 5º a Escola Afonso III (de Faro), em 6º a Escola da Bemposta (em Portimão), em 7º a Escola Cavaco Silva (em Boliqueime), em 8º a Escola José Buísel (em Portimão), em 9º a Escola Garcia Domingues (em Silves) e em 10º a Escola Martinho Castelo Branco (em Portimão).

Os rankings valem o que valem, mas são sempre algo que todos devemos consultar.

De qualquer modo, apraz-me registar a presença de duas escolas de certo modo especiais para mim: a Escola Joaquim Magalhães, diante da Alameda de Faro, homenageando um velho amigo que eu tive e que marcou a cultura algarvia; e a Escola Afonso III, onde fui aluno e professor.

A devassa da vida privada

17 Janeiro 2018

super nanny

No ano 2008, a Unicef considerou que a matriz do programa Super Nanny é um atentado contra os direitos da criança. Contudo, em 2018, a SIC avançou com a versão portuguesa.

A devassa da vida privada é uma vergonha.

Uma mãe vê-se à rasca com os comportamentos da filha de 7 anos e permite que a televisão filme e publique.

Obviamente, está deflagrada a polémica.

A criança é a principal prejudicada. Tirando uma ou outra dica que possamos aproveitar, a essência do programa é deveras reprovável.

Valem as audiências. E, neste como em outros casos, o «vale tudo» dos novos big brothers está acima das críticas.

É verdade que cada vez temos mais tiranos e miniditadores em casa. Mas esse é um problema que, tendo causas dentro e fora das famílias, é apenas mais um sinal dos tempos que correm, de uma sociedade cada vez mais doente e desequilibrada, abdicando de valores ancestrais e criando novos protagonistas para ofuscar frustrações…

Bosta, esterco, trampa, latrina ou merda?

16 Janeiro 2018

in espaço livre jô pinto

Outro episódio interessante protagonizado por Donald Trump é o dos atributos com que classificou recentemente alguns países «menores».

A imprensa portuguesa elevou os parâmetros da anedota, ao não conseguir traduzir a palavra «shitholes».

Comecei por ouvir dizer que Trump tinha ofendido alguns países de migrantes chamando-lhes bosta. Depois, esterco. Depois, latrinas. A seguir, trampa. Umas horas mais tarde, merdosos. E ainda há pouco, porcaria.

Só isto dá vontade de rir.

Eu sei que o tuga não é exclusivo deste anedotário. Um senador dizia que «Trump usou uma palavra que não podemos pronunciar em nossa casa ao pé das crianças»!…

O que vale é que de coisas sérias também podemos rir um bocado…

Belmiro de Azevedo

1 Dezembro 2017

foto rui duarte silva - belmiro de azevedo

Almocei com Belmiro de Azevedo há uns 10 anos, num restaurante de Porto de Mós, perto de Lagos.

O amor ao Algarve era um dos «segredos» do grande empresário que chegou a ser o multimilionário mais rico de Portugal.

Belmiro de Azevedo era um aquariano. Também pouca gente sabia disso. Mas ele corporizava muitas das características dos nativos de aquário. Era sonhador e dono do seu nariz. Era obstinado, íntegro, austero, competente, frontal, heterodoxo e desafiador.

Contava que chumbou na 1ª classe porque teve um professor incompetente. E chegou longe porque o seu novo professor primário o incentivou a isso mesmo. Não precisamos esconder que há professores incompetentes. Deparamos com alguns ao longo da nossa vida. Mas devemos elogiar os que marcam a vida de tanta gente pela positiva. Não é tudo farinha do mesmo saco.

Foi precisamente pela competência que ele distinguia os trabalhadores: pagando mais aos mais competentes. Sabendo que para sermos gente precisamos de inspiração mas também de muita transpiração. Sem precisarmos de andar sempre a sorrir.

Podemos aprender muito com Belmiro de Azevedo, mesmo depois da sua morte.

Quando as crianças incomodam…

3 Novembro 2017

KODAK Digital Still Camera

Tem vindo a lume na imprensa nacional mais um caso de agressões a bebés: neste caso, num centro infantil de Faro.

Algumas crianças apareciam com marcas «suspeitas», geralmente vermelhidões e hematomas.

Alegadamente, havia ali funcionárias que batiam nos putos.

Consta que a Cáritas envidou esforços no sentido de que o Ministério Público investigue as agressões.

Este caso, como muitos outros similares, deve servir para alertar os pais. É incrível como muitos aceitam os hematomas e as feridas como «naturais» e nem se preocupam em ouvir e interpretar as desculpas que lhes são apresentadas.

Hoje em dia há gente que trabalha com crianças como se trabalhasse com batatas. Sem sensibilidade e com muita ratice.

Os pais, perante casos similares, devem logo fotografar as marcas e até levar as crianças a um hospital para serem observadas e avaliadas as hipóteses de ter havido negligência grave ou agressão.

É pena que em alguns infantários / creches se vivam ambientes fechados em que todos se encobrem e as crianças indefesas são manipuladas e ameaçadas e até há educadoras que se preocupam sobretudo a «ensinar» às crianças que o que ali se passa não se conta em casa.

Aberrações que nos compete banir…

O exército e o povo

24 Outubro 2017

 

foto joao xavier - botao do exercito

Longe segue, para a penumbra das memórias, o tempo em que eu servi o exército, no cumprimento de serviço militar obrigatório.

Cumpri-o como se fosse profissional, com o máximo de zelo, brio e esforço, sem qualquer prazer que não fosse exatamente esse. Fui em 3 ocasiões instrutor de recrutas e em outras 3 comandante de pelotão.

Por causa desse cumprimento, fui prejudicado na carreira docente e atirado para o último escalão dos concursos. Mas cumpri o que tinha a cumprir, com o sentido do dever e o civismo da entrega às obrigações que o Estado me impunha.

Hoje em dia, essa dimensão do dever e do serviço diluiu-se. O serviço militar obrigatório foi extinto e o país abdica de uma formação devida a muitos jovens que vão polindo paredes e esvaindo no ócio nem-nem as matrizes da honradez e da verticalidade.

Hoje, 24 de outubro, é Dia do Exército Português.

É tempo para refletirmos que forças armadas estamos a criar e a sustentar, postas ao serviço de potências estrangeiras e como que divorciadas do povo.

Há que restituir o exército ao povo!

Tiroteio na Penha

26 Setembro 2017

KODAK Digital Still Camera

O início do dia foi hoje marcado a sangue na Penha, em plena capital algarvia.

Um indivíduo foi alvejado a tiro e o sangue ficou pelo chão, junto à agência do Montepio naquela zona «universitária».

É mais um exemplo da criminalidade que vai passando impune, com armas que ninguém controla e com negócios que são uma economia paralela, também ela uma doença da sociedade.

Quando a marginalidade é muito mais que uma microfaixa social, é a própria sociedade que está doente.

Não queremos ver. Fingimos não ver. Impomos sorrisos para evitar reflexões sérias. E a realidade que mais preferimos vai sendo a que é virtual.

A realidade nua e crua, contudo, teima em mostrar-se. A ferro e fogo. Com lágrimas e com sangue.