Archive for the ‘Educação’ Category

Beba leite com menos demagogia

4 Abril 2018

marcelo com leite

Marcelo vai promover o consumo de leite!

Não é uma campanha anódina. Talvez fosse mais aconselhável educar a população sobre o consumo, as vantagens e os inconvenientes do leite na saúde humana…

Primeiro, temos de ter em conta que o produto a que atualmente chamamos leite é apenas um produto industrial feito a partir de leite de vaca, sujeito a múltiplas ações físicas e químicas que o tornam «irreconhecível» perante o líquido que é ordenhado das tetas das vacas…

Depois, há que esclarecer as pessoas sobre as alergias que hoje em dia apoquentam tanta gente e têm origem no consumo de lacticínios. Por exemplo, há quem sofra de rinite e sinusite e não imagine que a causa pode estar precisamente nesses hábitos alimentares diários…

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A Escola Joaquim Magalhães no topo

5 Fevereiro 2018

foto joao xavier - joaquim magalhaes

O Top 10 das escolas públicas algarvias é liderado pela Escola Joaquim Magalhães, de Faro.

No ranking do ensino básico publicado no passado fim de semana, ficou em 2º lugar a Escola de Alcoutim, em 3º a Escola João de Deus (de Silves), em 4º a Escola de Paderne, em 5º a Escola Afonso III (de Faro), em 6º a Escola da Bemposta (em Portimão), em 7º a Escola Cavaco Silva (em Boliqueime), em 8º a Escola José Buísel (em Portimão), em 9º a Escola Garcia Domingues (em Silves) e em 10º a Escola Martinho Castelo Branco (em Portimão).

Os rankings valem o que valem, mas são sempre algo que todos devemos consultar.

De qualquer modo, apraz-me registar a presença de duas escolas de certo modo especiais para mim: a Escola Joaquim Magalhães, diante da Alameda de Faro, homenageando um velho amigo que eu tive e que marcou a cultura algarvia; e a Escola Afonso III, onde fui aluno e professor.

A devassa da vida privada

17 Janeiro 2018

super nanny

No ano 2008, a Unicef considerou que a matriz do programa Super Nanny é um atentado contra os direitos da criança. Contudo, em 2018, a SIC avançou com a versão portuguesa.

A devassa da vida privada é uma vergonha.

Uma mãe vê-se à rasca com os comportamentos da filha de 7 anos e permite que a televisão filme e publique.

Obviamente, está deflagrada a polémica.

A criança é a principal prejudicada. Tirando uma ou outra dica que possamos aproveitar, a essência do programa é deveras reprovável.

Valem as audiências. E, neste como em outros casos, o «vale tudo» dos novos big brothers está acima das críticas.

É verdade que cada vez temos mais tiranos e miniditadores em casa. Mas esse é um problema que, tendo causas dentro e fora das famílias, é apenas mais um sinal dos tempos que correm, de uma sociedade cada vez mais doente e desequilibrada, abdicando de valores ancestrais e criando novos protagonistas para ofuscar frustrações…

Bosta, esterco, trampa, latrina ou merda?

16 Janeiro 2018

in espaço livre jô pinto

Outro episódio interessante protagonizado por Donald Trump é o dos atributos com que classificou recentemente alguns países «menores».

A imprensa portuguesa elevou os parâmetros da anedota, ao não conseguir traduzir a palavra «shitholes».

Comecei por ouvir dizer que Trump tinha ofendido alguns países de migrantes chamando-lhes bosta. Depois, esterco. Depois, latrinas. A seguir, trampa. Umas horas mais tarde, merdosos. E ainda há pouco, porcaria.

Só isto dá vontade de rir.

Eu sei que o tuga não é exclusivo deste anedotário. Um senador dizia que «Trump usou uma palavra que não podemos pronunciar em nossa casa ao pé das crianças»!…

O que vale é que de coisas sérias também podemos rir um bocado…

Belmiro de Azevedo

1 Dezembro 2017

foto rui duarte silva - belmiro de azevedo

Almocei com Belmiro de Azevedo há uns 10 anos, num restaurante de Porto de Mós, perto de Lagos.

O amor ao Algarve era um dos «segredos» do grande empresário que chegou a ser o multimilionário mais rico de Portugal.

Belmiro de Azevedo era um aquariano. Também pouca gente sabia disso. Mas ele corporizava muitas das características dos nativos de aquário. Era sonhador e dono do seu nariz. Era obstinado, íntegro, austero, competente, frontal, heterodoxo e desafiador.

Contava que chumbou na 1ª classe porque teve um professor incompetente. E chegou longe porque o seu novo professor primário o incentivou a isso mesmo. Não precisamos esconder que há professores incompetentes. Deparamos com alguns ao longo da nossa vida. Mas devemos elogiar os que marcam a vida de tanta gente pela positiva. Não é tudo farinha do mesmo saco.

Foi precisamente pela competência que ele distinguia os trabalhadores: pagando mais aos mais competentes. Sabendo que para sermos gente precisamos de inspiração mas também de muita transpiração. Sem precisarmos de andar sempre a sorrir.

Podemos aprender muito com Belmiro de Azevedo, mesmo depois da sua morte.

Quando as crianças incomodam…

3 Novembro 2017

KODAK Digital Still Camera

Tem vindo a lume na imprensa nacional mais um caso de agressões a bebés: neste caso, num centro infantil de Faro.

Algumas crianças apareciam com marcas «suspeitas», geralmente vermelhidões e hematomas.

Alegadamente, havia ali funcionárias que batiam nos putos.

Consta que a Cáritas envidou esforços no sentido de que o Ministério Público investigue as agressões.

Este caso, como muitos outros similares, deve servir para alertar os pais. É incrível como muitos aceitam os hematomas e as feridas como «naturais» e nem se preocupam em ouvir e interpretar as desculpas que lhes são apresentadas.

Hoje em dia há gente que trabalha com crianças como se trabalhasse com batatas. Sem sensibilidade e com muita ratice.

Os pais, perante casos similares, devem logo fotografar as marcas e até levar as crianças a um hospital para serem observadas e avaliadas as hipóteses de ter havido negligência grave ou agressão.

É pena que em alguns infantários / creches se vivam ambientes fechados em que todos se encobrem e as crianças indefesas são manipuladas e ameaçadas e até há educadoras que se preocupam sobretudo a «ensinar» às crianças que o que ali se passa não se conta em casa.

Aberrações que nos compete banir…

O exército e o povo

24 Outubro 2017

 

foto joao xavier - botao do exercito

Longe segue, para a penumbra das memórias, o tempo em que eu servi o exército, no cumprimento de serviço militar obrigatório.

Cumpri-o como se fosse profissional, com o máximo de zelo, brio e esforço, sem qualquer prazer que não fosse exatamente esse. Fui em 3 ocasiões instrutor de recrutas e em outras 3 comandante de pelotão.

Por causa desse cumprimento, fui prejudicado na carreira docente e atirado para o último escalão dos concursos. Mas cumpri o que tinha a cumprir, com o sentido do dever e o civismo da entrega às obrigações que o Estado me impunha.

Hoje em dia, essa dimensão do dever e do serviço diluiu-se. O serviço militar obrigatório foi extinto e o país abdica de uma formação devida a muitos jovens que vão polindo paredes e esvaindo no ócio nem-nem as matrizes da honradez e da verticalidade.

Hoje, 24 de outubro, é Dia do Exército Português.

É tempo para refletirmos que forças armadas estamos a criar e a sustentar, postas ao serviço de potências estrangeiras e como que divorciadas do povo.

Há que restituir o exército ao povo!

Tiroteio na Penha

26 Setembro 2017

KODAK Digital Still Camera

O início do dia foi hoje marcado a sangue na Penha, em plena capital algarvia.

Um indivíduo foi alvejado a tiro e o sangue ficou pelo chão, junto à agência do Montepio naquela zona «universitária».

É mais um exemplo da criminalidade que vai passando impune, com armas que ninguém controla e com negócios que são uma economia paralela, também ela uma doença da sociedade.

Quando a marginalidade é muito mais que uma microfaixa social, é a própria sociedade que está doente.

Não queremos ver. Fingimos não ver. Impomos sorrisos para evitar reflexões sérias. E a realidade que mais preferimos vai sendo a que é virtual.

A realidade nua e crua, contudo, teima em mostrar-se. A ferro e fogo. Com lágrimas e com sangue.

Um diploma é fogo que arde sem se ver

20 Setembro 2017

foto joao xavier - bombeiro santa comba dao

Ecoam ainda, na imprensa e no governo, os novos escândalos das licenciaturas obtidas no Politécnico de Castelo Branco, por diretores da Proteção Civil, incluindo o chefão operacional.

Ao que consta, Rui Esteves, comandante nacional operacional, fez apenas 4 das 36 disciplinas da licenciatura!!!

O esquema das «equivalências» tão propagandeadas por Sócrates não é um caso de justiça social: é um caso de oportunismo e de dúbia coerência.

Curioso no meio de tudo isto é que o Esteves já se demitiu por causa disso. Mas não se demitiu anteriormente, quando era flagrante o gravíssimo descalabro da Proteção Civil, durante o incêndio de Pedrógão Grande que provocou mais de 64 mortes.

Resumindo e concluindo: há diplomas que são fogo que arde sem se ver!

 

Queres um filho para quê?

15 Setembro 2017

KODAK Digital Still Camera

Até ao presente, ninguém se questionava para que queria ter filhos.

Os filhos vinham na sequência da vida sexual e somavam-se uns aos outros, chegando mesmo os mais velhos a ajudar a criar os mais novos.

Com o alvor dos métodos anticoncecionais e com o chamado «planeamento familiar», a natalidade caiu drasticamente e é banal perguntarmos para que queremos ter filhos.

A pergunta é sobremodo pertinente, diante do comodismo e do consumismo que marcam a nossa sociedade atual.

Formatados para o prazer, os jovens retardam a procriação e facilmente vão dizendo que não querem filhos «para já»…

Depois, com a chegada da idade dos 30, aí sim, vai sendo mais notada a procura de um filho, quantas vezes com intervenção médica que repare anos e anos de anticoncecionais.

E porquê?

Porque é que ainda há gente a querer ter filhos?

A pergunta impõe-se.

Vale a força da natureza, que nos vinca a mortalidade e nos impele a deixarmos cá alguém «do nosso sangue». E a nível social, surge então, na fase das trintonas, um modo de se distinguirem das mais imaturas.

Um filho dá muito trabalho. E dá muita despesa.

Um filho estraga o sono de muitas noites. E dá muitas preocupações.

E, ao contrário do que sempre sucedeu (com as jovens a parirem), agora é já numa fase de maturidade que surge a maternidade.

Para que queremos ter filhos? Uma pergunta nova com resposta cada vez mais difícil…