Archive for the ‘Provérbios’ Category

Nem tudo o que vem à rede é peixe

24 Abril 2018

foto joao xavier - pesca

Um alemão conhecido como mecânico no sudoeste algarvio foi apanhado a traficar droga.

Ao que consta, para amealhar mais uns euros para o sustento, o homem tanto pedia dinheiro em troca de haxixe e canábis, também fazia comércio direto, fazendo abastecimento em troca de peixe e mexilhão…

É a assunção do velho provérbio português «Tudo o que vem à rede é peixe»…

O mundo da economia paralela e do desenrascanço estúpido é um dos cancros da sociedade moderna, quando para melhorarem o nível de vida as pessoas vendem a alma ao diabo, sem olharem a meios nem a consequências…

 

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Provérbios meteorológicos

28 Fevereiro 2018

foto joao xavier - guarda-chuva no futebol

A chuva regressou.

O que não deveria ser notícia já serve para gastar tinta nos jornais.

As pessoas, rotinadas em programações e tecnologia, queriam que o tempo fosse linear, garantido, programado e facilmente previsível. Mas o clima, que vive por fases como a vida de qualquer um de nós, é uma das condicionantes da vida do planeta vivo em que vivemos…

O saber ancestral dá mais respostas do que mil projeções de computadores sofisticados.

Repare só…

No dia 2 de fevereiro, tivemos um sol radioso. Diz um muito antigo provérbio:

«Se Santa Maria vier a rir, está o inverno para vir.» Ou seja: se nesse dia fizer bom tempo, tempos de chuva hão de vir.

Há muita gente a pensar que por não termos tido chuva capaz em novembro, dezembro, janeiro e fevereiro, vem já a seguir a primavera sorridente. Contudo, os nossos antepassados criaram outros 2 provérbios meteorológicos:

«Março, marçagão, de manhã inverno, à tarde verão» e

«Abril, águas mil».

O tempo não é linear; e as médias são apenas o resultado da soma de dados diferenciados e da posterior divisão…

Para bom entendedor, 3 provérbios bastam.

A propósito de assédios, etc. e tal

10 Novembro 2017

direitos reservados

Quanto mais te agachas, mais se vê o cu. – dizia um velho provérbio popular que os pudores hipócritas dos mass media atiram para o sótão da transmissão intergeracional.

É um provérbio que põe o dedo nas relações sociais e recomenda uma postura vertical.

Hoje em dia, tais teorias estão fora de moda: aconselha-se o «à vontadex» sem que sejam ponderados os custos da leviandade.

Os pudores são considerados démodés. Quem menos vergonha tem é quem maior cotação tem entre os pares.

Entendido isto, percebe-se melhor que muitos jovens não consigam teorizar nem perceber os limites do que é uma relação saudável e do que é um assédio.

Com a chamada emancipação feminina, os pudores são atirados para a sarjeta. E, depois, quando o que se segue desagrada, surgem as queixas de assédio.

Há quem goste de ser sedutor(a) ignorando que tudo tem um caminho e que o caminho faz-se caminhando.

O corpo não é um museu mas também não é um centro comercial. Há que evitar a promiscuidade e os excessos de socialização onde impera a estupidez e quando a lucidez fica à porta. Um conselho para evitar lágrimas e arrependimentos…

 

A propósito de chuvas e guarda-chuvas

28 Abril 2017

foto joao xavier - guarda-chuva no futebol

Nas conversas de rua, notava-se ontem a chuva como assunto prioritário. Depois de um mês seco, chegou a rega de que as cebolas estavam a precisar, felizmente sem seguir à letra o provérbio que rima abril com águas mil.

O nobre inglês que foi o rei Eduardo VIII e Duque de Windsor, um dia, ao sair de um comboio, pegou distraidamente num guarda-chuva alheio.

O respetivo dono apressou-se a jogar-lhe a mão: «Ei! Isso tem dono!»

Ao fim do dia, tendo comprado 3 guarda-chuvas que viu numa loja, passou pelo tal compatriota que lhe exclamou ironicamente: «A colheita hoje foi boa, hein!…»

Há também a estória daquele pai que, chegado de Lisboa, trouxe um guarda-chuva para o filho adolescente.

«Devias ter-lhe oferecido um livro!» – criticou a mulher.

«Este ao menos eu sei que ele um dia vai abrir…» – esclareceu o homem.

Os guarda-chuvas, que hoje em dia compramos às vezes como se fossem para «usar e deitar fora» e até conseguimos encolher para uma dimensão outrora inimaginável, começaram por ser grandes e pesadões: consta que no séc. XVII pesavam mais de quilo e meio…

Cobertos com pele de animal ou tela encerada, tinham um cabo muito grande e eram robustos e… carotes. Passavam de pais para filhos…

Diz quem sabe que só chegaram a Portugal no séc. XVIII e rapidamente se tornaram moda.

 

António Aleixo e as moscas

20 Janeiro 2017

foto-joao-xavier-rotunda-antonio-aleixo-vrsa

Um dia, junto ao Guadiana, um nonagenário confidenciou-me a amargura com que tinha visto passar o médico («o senhor doutor») em calções.

«As pessoas já não sabem compor-se para sair à rua!» – queixava-se o velhote.

Foi na cidade pombalina que nasceu o grande poeta algarvio António Aleixo, que, parece que a propósito, fez um dia uma quadra:

«Uma mosca sem valor / poisa com a mesma alegria / na careca de um doutor / como em qualquer porcaria.»

O pobre do António Aleixo, moldado por uma sociedade hierarquizada e com limites impostos na escala social, achava que a cabeça de um doutor era algo de especial… mais que não fosse, pelo ego inflacionado.

Afinal, pensando bem as coisas, a cabeça de um doutor é como qualquer porcaria, sobretudo se o doutoramento foi de aviário ou o doutor nem doutor é… e apenas fez uma licenciatura qualquer, ao preço da uva mijona.

As habilitações superiores banalizaram-se de tal modo que encontramos licenciados empregados de lojas ou a fazer bolos. E já no tempo de Aleixo se dizia que «com papas e bolos se enganam os tolos»…

 

Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré

29 Setembro 2016

foto joao xavier - lagartixa

Foram hoje publicadas as listas de colocação de alunos no ensino superior.
É confrangedor notar as fracas notas com que muitos jovens conseguem entrar nas universidades portuguesas!…
No panorama que uma análise simples das listas nos permite, até a nota 12 parece uma boa nota!!!
Mas mais confrangedor ainda é haver alunos que entram com médias de 10…
Isto não é um folclore qualquer de escárnio e mal dizer: há neste panorama uma autêntica promoção da mediocridade!
O ensino superior deveria promover a excelência. É nessa postura que se alavanca o progresso de um país e a qualidade das suas atividades produtivas e dos seus serviços.
Permitir a entrada de alunos medíocres é promover a mediocridade do respetivo trabalho futuro (com boas exceções que nunca deixarão de ser exceções).
É claro que alguns destes alunos nem sequer passam do 1º semestre, pois esbarram na exigência do ensino superior como se esbarrassem numa parede.
«Quem nasceu para lagartixa nunca chega a jacaré», mesmo que lhe deem um diploma…

O ocaso de Dilma

31 Agosto 2016

dilma cartão vermelho

Dilma Rousseff foi hoje finalmente destituída da Presidência do Brasil.
Por 61 votos contra 20, o Senado brasileiro impede a partir de hoje a conclusão do mandato da sucessora de Lula.
Foi precisamente com Lula que a presidente assumiu o seu ato mais ridículo, nomeando-o para o Governo, quando as autoridades judiciais se aprestavam para o acusar de falcatruas.
Pouco sabemos da verdade de muitas acusações, mas temos um provérbio que nos ajuda: «Onde há fumo há fogo»…
De Dilma combatente sobrou uma história de sofrimento e valentia. Mas o poder corrompe facilmente. De Dilma presidente sobra uma imagem de arrogância e prepotência que levou à destituição que hoje ocorreu.
O Brasil pode festejar esta libertação.

A civilização do medo

24 Agosto 2016

foto joao xavier - pedal de autoclismo

O Governo alemão está a aconselhar os cidadãos a armazenarem em casa reservas de alimentos e água para 10 dias!…
O argumento para esta cautela é que as rotas de petróleo e gás podem ser cortadas e as reservas de água e de alimentos podem ser envenenadas.
Segundo o conceito alemão de proteção civil, pode haver algo que impeça o acesso fácil aos serviços de proteção civil.
Há quem considere estes avisos alarmistas, mas «quem te avisa teu amigo é» e «homem prevenido vale por dois» – diz o povo…
Certo, certo… é que o modelo de sociedade e de cidades que construímos parece cada vez mais pronto a esvair-se…
Os pontos de abastecimento de água e alimentos eram próximos e diversificados; agora, situam-se a grandes distâncias e concentraram-se. Foi um erro evoluirmos assim.

As mamas da Ana Rita Clara

22 Julho 2016

foto joao xavier - ana rita clara em 2009 em faro

No verão de 2009, fotografei em Faro a jovem apresentadora Ana Rita Clara.
Sete anos passados, a conhecida blogger apareceu na capa da revista Nova Gente com as mamas à mostra numa qualquer praia estrangeira.
No interior daquela publicação semanal, podíamos também ver outras fotos de cenas algo «íntimas» da Ana Rita com o marido.
Tudo leva a crer que as fotos foram conseguidas por um paparazzo, mas mesmo assim muita gente reagiu nas redes sociais criticando a agora grávida pelas figuras que anda fazendo em espaços públicos.
Ela quer «resolver» o problema «na justiça», mas o certo é que a liberdade de imprensa e a liberdade de cada um são estatutos que colidem amiúde…
Quanto às mamas, mais ou menos escuras, mais ou menos desfocadas, mais ou menos erectas, mais ou menos desalinhadas, mais ou menos volumosas, mais ou menos caídas, a gente gosta de as ver.
Diz o povo, na sua imensa sabedoria: «Quem não quer passar por lobo não lhe vista a pele.» Neste caso… quem não quer aparecer despido não se dispa.

Cláudia Jacques e os provérbios

9 Junho 2016

foto joao xavier - cláudia jacques em 2009

No ido ano de 2009, estive na Quinta do Lago com Cláudia Jacques, uma relações públicas que ia já na altura aparecendo amiúde na imprensa cor de rosa.
Ela sorriu para o Marafado (foto acima) e eu desde então tenho acompanhado na imprensa o que vai saindo sobre ela.
Recentemente, a vida nublou-se para Cláudia Jacques: o seu atual companheiro (marido, segundo a lei das Ilhas Maurícias), Olivier da Silva, foi preso, acusado de burla.
Os investigadores referem mesmo que o suspeito faz das burlas o seu modo de vida e apresenta-se sob diversas identidades! Olivier Parente, Jonathan Parente, Olivier Parente, Olivier Figueiredo e Olivier da Silva…
O caso tem tido forte repercussão na imprensa. Cláudia Jacques, agora com 51 anos e duas filhas, ainda não foi desta que estabilizou…
Ela conhece, decerto, alguns provérbios populares. «Diz-me com quem andas, dir-te-ei quem és», «Com quem te vejo com quem te comparo», «Quem não se gaba de ruim se perde»… Talvez por isso tenha tratado de falar na primeira pessoa do singular:
«Sou super-respeitada, honesta, séria, trabalhadora, educada, boa amiga e boa pessoa, bom coração.»